O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que um congestionamento no sistema de divulgação de dados das eleições provocou atraso na publicação dos resultados. A declaração foi feita em coletiva após a apuração do primeiro turno.

Segundo Nunes Marques, o TSE tinha controle da situação. "Nós tivemos um atraso em relação a um congestionamento ocorrido em um desses sistemas que é o sistema de divulgação. O TSE tinha absoluto controle da situação", disse. O ministro explicou que um fluxo superior ao normal causou o congestionamento. Os dados da votação presidencial chegaram a ficar quase uma hora sem atualização.

O presidente do TSE afirmou que a cada eleição surgem intercorrências naturais em sistemas complexos e que a Justiça Eleitoral revisita protocolos. "O que a nossa TI constatou foi um fluxo superior ao normal e esse congestionamento gera um atraso e para verificar a necessidade de se isolar dos outros sistemas permite isolar e depois religar todos os sistemas que foi o que ocorreu", declarou.

Sobre uma possível interferência estrangeira, Nunes Marques disse que "contra fatos não existem argumentos". Ele também afirmou que não houve intercorrência grave no processo de votação. "No que é essencial, nosso sistema mais uma vez mostrou-se absolutamente confiável. E, como sempre, os resultados estão sendo divulgados de forma transparente, pública e segura", afirmou.

O ministro comentou ainda a abstenção de 21,07% registrada no pleito. Ele classificou o índice como um problema enfrentado pela Justiça Eleitoral e destacou que a abstenção entre pessoas não obrigadas a votar "tem um indicativo muito elevado". "Talvez devesse intensificar as ações, que não são poucas. O TSE trabalhou em inúmeras frentes, desde influencers que fizeram campanhas publicitárias da Justiça Eleitoral... Nós tivemos o sucesso que era esperado. Amanhã o Brasil vai verificar o quão exitoso foi, até o dia de hoje, em relação à quantidade de pessoas que foram buscadas em suas residências e conduzidas até a urna e depois retornadas às suas residências através desse programa", disse.

"Então, não é o ideal, uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para a Justiça Eleitoral para que a gente consiga diminuir esse percentual num segundo tempo", completou o presidente do TSE.