O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira (4) que lamenta que políticos tenham se promovido durante as eleições ofendendo outras pessoas. A declaração foi dada após ele receber críticas do líder do Partido Liberal (PL), Carlos Portinho (PL-RJ), segundo a reportagem do G1.

De acordo com a fonte, Alcolumbre citou o resultado do primeiro turno do PL e disse que as agressões buscam angariar apoio do que chamou de "radicalismo horrível" existente no Brasil. O presidente do Senado afirmou ainda que estão prevalecendo agressões, ameaças e mentiras.

Na sequência, segundo o G1, Alcolumbre criticou falas que colocaram em dúvida o resultado das eleições, como a do senador Flávio Bolsonaro (PL), feita após o resultado do segundo turno.

Origem da troca de críticas

A fala de Alcolumbre veio depois que o líder do PL cobrou a votação, ainda nesta quarta-feira, de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir a maioridade penal. Mais cedo, Alcolumbre havia dito que não votaria o texto porque a Câmara começou a discussão antes do Senado.

Portinho criticou a decisão e afirmou que Alcolumbre estava descumprindo um acordo feito entre os líderes no dia anterior para acelerar a votação do tema, conforme a reportagem. O PL defende a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos e para 16 anos nos demais crimes.

Segundo o G1, para parte dos senadores a fala de Portinho foi um ataque à atuação de Alcolumbre, e parlamentares governistas defenderam o presidente do Senado em discursos no plenário. A reportagem registra ainda que Portinho defendeu a fuga de Flávio para os Estados Unidos e disse que nenhum deles respondeu sobre o compromisso não cumprido.