O presidente do Paraguai, Santiago Peña, publicou uma mensagem nas redes sociais em que afirma que vai se apresentar e exercer seu direito de defesa no processo de impeachment. Segundo o texto, ele fará isso "com argumentos e provas, em respeito à Constituição e às instituições da República".
Peña escreveu que, mesmo que sua decisão já tenha sido antecipada, pretende exercer esse direito. Ele afirmou que não age por "orgulho pessoal", mas porque prestar contas também é uma responsabilidade diante da população paraguaia.
Colaboração e pedido sobre pagamentos
Na mensagem, o presidente disse que vai colaborar com as instituições competentes para esclarecer o que aconteceu, determinar responsabilidades e garantir que quem tenha infringido a lei responda à Justiça. Afirmou ainda que fornecerá todas as informações que lhe forem solicitadas.
Peña também pediu que o pagamento aos correntistas não fique condicionado ao que acontecer com ele. De acordo com o texto, a discussão sobre sua permanência no cargo não pode paralisar as soluções de que as famílias afetadas precisam.
Ele declarou que sua prioridade foi promover, dentro da lei e em coordenação com as instituições responsáveis, as medidas necessárias para que os correntistas recuperem suas economias. Segundo o presidente, esclarecer os fatos e resolver os pagamentos são obrigações que precisam avançar ao mesmo tempo.
Calma e compromisso com instituições
Peña pediu que a população mantenha a calma e a paz e afirmou que as reivindicações devem ser ouvidas e atendidas com respeito, informações claras e ações concretas. Ele disse que seu destino pessoal não está acima do Paraguai e que, qualquer que seja o resultado do processo, agirá com responsabilidade e respeito à Constituição.
A mensagem não detalha o teor das acusações que motivaram o processo de impeachment, nem informa datas de votação ou condições dos pagamentos aos correntistas.

