O advogado Stephen Miller, de 41 anos, foi escolhido nesta sexta-feira (6) como o novo chefe de gabinete da Casa Branca, informou o G1. Ele foi conselheiro sênior de Donald Trump e é apontado como autor das medidas anti-imigração mais polêmicas da primeira gestão do republicano.

Segundo a reportagem, Miller teve papel central na elaboração da proibição de entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana e defendeu a política de separação de famílias na fronteira. Implementada em 2018, a medida integrava a política de tolerância zero contra a imigração irregular e levou milhares de crianças a serem afastadas dos pais. Ainda de acordo com levantamentos citados nos anos seguintes, centenas de famílias não haviam sido reunidas mesmo após o fim da política.

O G1 relata que, durante a campanha do atual mandato, Miller escreveu discursos para Trump e traçou planos linha-dura sobre imigração. Nos últimos dois anos, dedicou-se a detalhar juridicamente como funcionariam planos de deportação em massa.

Após a derrota de Trump para Joe Biden em 2020, Miller passou a presidir a America First Legal, organização que, conforme a reportagem, atua na Justiça por pautas conservadoras e enfrentou o governo Biden, grupos de mídia e universidades em casos envolvendo religião, segurança e liberdade de expressão.

A fonte menciona ainda que Homan, diretor do departamento de Imigração e Alfândega dos EUA no primeiro mandato de Trump, é descrito como defensor das propostas radicais de Miller. O texto não detalha o escopo das atribuições do novo chefe de gabinete nem eventuais efeitos econômicos da nomeação.