A Justiça do Paraguai determinou neste sábado (7) a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña, que perdeu o cargo em um processo de impeachment na sexta-feira (7), segundo informou o G1. A decisão foi tomada pelo juiz Humberto Otazú, responsável pelo caso, e atende a um pedido apresentado pelo Ministério Público do país horas antes.

Peña é investigado pelos crimes de lesão de confiança, na condição de instigador, e de administração em benefício próprio, como autor, de acordo com a reportagem.

Motivo da medida

Conforme o juiz Humberto Otazú, a prisão preventiva foi adotada para garantir que o ex-presidente permaneça no país durante o andamento do processo. Durante a audiência, Peña optou por não prestar depoimento.

O magistrado também informou que analisa um pedido do Ministério Público para bloquear os bens de Peña. Segundo Otazú, há pontos desse pedido que ainda estão sendo avaliados pela Justiça.

Local de detenção

De acordo com o juiz, Peña deve seguir detido no Regimento de Escolta Presidencial em razão de seu acesso a informações sigilosas sobre o sistema financeiro e o crime organizado durante o mandato.

A reportagem não detalha o conteúdo das investigações, o prazo da prisão preventiva nem a defesa do ex-presidente.