O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou Stephen Miller como chefe de gabinete da Casa Branca e convidou Dana White, diretor da organização de lutas UFC, para assumir como secretário de imprensa. As escolhas foram publicadas pelo blog de Sandra Cohen no G1 e ocorrem após o que a coluna descreve como um revés eleitoral do Partido Republicano na última terça-feira.

Segundo a reportagem, Miller é apontado como mentor da política de caça e deportação de imigrantes e, com a nomeação, sinaliza a radicalização do governo nos próximos dois anos. A coluna cita a avaliação do congressista Robert Garcia de que Trump optou por redobrar a aposta mesmo após a reprovação do eleitorado.

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, reagiu à escolha. "Trump não aprendeu nada com a sua derrota histórica. Stephen Miller é o arquiteto das políticas mais bárbaras e desumanas deste governo. Ele não poderia ter feito escolha pior", afirmou, conforme a fonte.

O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, qualificou o novo chefe de gabinete como "um xenófobo perigoso e um extremista imprudente que tem sangue americano nas mãos".

A coluna relata que o nome de Miller se tornou sinônimo da agenda repressora à imigração, ao estabelecer uma meta de 3 mil prisões diárias, abrangendo estrangeiros em situação irregular e não apenas os que têm acusações criminais. Ele também foi, segundo o texto, ferrenho defensor da guerra declarada ao Irã, apontada como um dos motivos do fracasso eleitoral dos republicanos.

"Vivemos num mundo real que é governado pela força e pelo poder. Ninguém irá travar militarmente os Estados Unidos", declarou Miller em janeiro, logo após a operação militar dos EUA na Venezuela, que capturou o ex-ditador Nicolás Maduro em Caracas, de acordo com a reportagem. Na época, o então vice-chefe de gabinete antevia uma ação militar americana para tomar o controle da Groenlândia.

Aos 41 anos, Miller circula na órbita de Trump desde o primeiro mandato e influenciou medidas controversas, como as restrições de viagens a países de maioria muçulmana e a política de separação de famílias na fronteira com o México. No segundo mandato, combateu ações de inclusão e diversidade e sustentou a ofensiva contra os direitos das pessoas transgênero, segundo a coluna.

A reportagem afirma que, neste momento de debacle eleitoral, o presidente parece querer passar mensagem de força e não de fraqueza ao trazer para o círculo mais próximo um conselheiro leal e com fama de brigão. Trump justificou a escolha de Dana White para o cargo de secretário de imprensa: "Precisamos desse pessoal para nos defender da esquerda maluca".