A pequena cidade de Whittier, no Alasca (EUA), tem uma característica incomum: boa parte de seus moradores vive em um único edifício, o Begich Towers, de 14 andares, que abriga cerca de 270 pessoas, segundo a reportagem do G1. O prédio reúne apartamentos de um a três quartos e uma estrutura de serviços essenciais para a comunidade.

Serviços dentro do prédio

De acordo com a reportagem, o Begich Towers concentra clínica médica, delegacia, agência dos Correios, restaurante e outros espaços usados pelos moradores. A escola fica nas proximidades. No saguão, há quadro de avisos com informações sobre a rotina local, comunicados da prefeitura e avisos de audiências públicas, além de fotografias antigas da cidade, bicicletário e elevadores.

O edifício foi construído em 1957, durante a Guerra Fria, para servir de quartel militar, quando Whittier era uma base das Forças Armadas americanas. Em 1969, passou a ser usado como residência e, com o tempo, tornou-se o principal endereço da população local. Por essa concentração de moradias e serviços, o prédio é frequentemente chamado de prédio-cidade.

Acesso por túnel de mão única

O isolamento geográfico marca a rotina de Whittier, que fica entre montanhas e o mar. Por via terrestre, o único caminho é um túnel estreito de quase 5 quilômetros, compartilhado por carros e trens. O acesso funciona em mão única: a cada meia hora, o sentido de circulação é invertido para permitir a passagem dos veículos que vêm da direção contrária.

Dentro do túnel, os motoristas precisam seguir regras, como não ultrapassar 40 km/h, manter pelo menos 50 metros de distância do veículo da frente e não parar no trajeto, conforme a reportagem.

Turismo e isolamento

Apesar do isolamento, Whittier recebe visitantes interessados nas paisagens naturais do Alasca. A região é ponto de partida para passeios de barco e atividades de pesca. A cidade fica em uma área elevada, e o relevo também ajuda a proteger a comunidade de possíveis tsunamis, segundo o G1.

Fora da temporada de maior movimento turístico, porém, encontrar estabelecimentos abertos pode ser um desafio, de acordo com a reportagem.