O Renault Kwid 2027 passou por uma renovação visual e de equipamentos, mas mantém o desafio de concorrer com modelos usados e com rivais de entrada, segundo teste publicado pelo g1. O veículo é o carro mais barato do Brasil, e cerca de dois terços das unidades comercializadas são destinados a empresas, de acordo com a reportagem.

O que mudou no visual

O para-choque dianteiro foi redesenhado e ganhou nova grade com acabamento preto brilhante em todas as versões, além do novo logotipo da Renault. Na traseira, as lanternas têm novo desenho, e a tampa exibe o novo emblema da fabricante e a inscrição “Kwid” com outra tipografia. Todas as versões recebem rodas de 14 polegadas e antena de teto tipo barbatana de tubarão. As luzes de circulação diurna em LED são de série a partir da versão Evolution.

A versão Outsider tem mudanças próprias, como grafismos nas laterais das portas, novo acabamento na parte inferior do para-choque dianteiro e rodas de liga leve com pintura preta brilhante e superfície diamantada. Também oferece a opção de teto em cor diferente da carroceria.

Cabine e tecnologia

Na cabine, a principal alteração é o painel de instrumentos digital de 7 polegadas, oferecido a partir da versão de entrada. A nova central multimídia Media Evolution tem tela de 10,1 polegadas e está presente nas versões Techno e Outsider. O sistema permite usar Apple CarPlay e Android Auto sem fio, além de conectar o celular por Bluetooth para chamadas e reprodução de músicas.

Os bancos receberam novos revestimentos. Em segurança, todas as versões têm quatro airbags, sendo dois frontais e dois laterais, além de controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, monitoramento da pressão dos pneus e alerta de cinto de segurança para todos os ocupantes.

Preços e motorização

Segundo a tabela divulgada na reportagem, a versão Evolution custa R$ 82.790, e a Outsider, R$ 91.190. O Kwid 2027 tem motor 1.0 de três cilindros e bloco de alumínio, que entrega 71 cv com etanol e 68 cv com gasolina. O torque chega a 10,0 kgfm com etanol e 9,4 kgfm com gasolina.

A reportagem observa que o modelo custava R$ 29 mil na versão de entrada Life em 2017 e hoje é vendido por mais de R$ 90 mil na versão Outsider. Para o consumidor, segundo o texto, ainda é difícil assimilar essa evolução de preços.

Concorrência com usados

O teste aponta que o avanço das marcas chinesas e as promoções das montadoras tradicionais derrubaram os preços dos seminovos, que estão abaixo dos valores da Tabela Fipe. Por isso, o g1 comparou o Kwid com três modelos usados que custam entre R$ 82 mil e R$ 91 mil: Hyundai HB20, Volkswagen Polo e Chevrolet Onix Plus.

O HB20 tem 4,02 m de comprimento e entre-eixos de 2,53 m, contra 2,42 m do Kwid. O motor 1.0 aspirado do Hyundai entrega 80 cv com etanol e 75 cv com gasolina. O Polo Track tem entre-eixos de 2,57 m e motor 1.0 MPI de 84 cv com etanol e 77 cv com gasolina. O Onix Plus tem porta-malas de 500 litros, 210 litros a mais que o Kwid.

A reportagem conclui que o Kwid atende a empresas que compram veículos para frotas ou a consumidores que buscam um carro novo com facilidades de financiamento e não colocam desempenho ou espaço entre as prioridades. O texto afirma que, com a concorrência mais intensa e o setor de seminovos pressionado, enfrentar os usados pode se tornar o maior desafio da Renault com o modelo.