O aeroporto de Catânia, na Sicília, seguirá com as operações suspensas até o início da manhã deste sábado (15) por causa das cinzas expelidas pelo Monte Etna. A medida, anunciada pela operadora SAC, afeta todas as chegadas até as 2h (horário local) do dia 15 de agosto.

Nos últimos dias, a atividade vulcânica forçou o cancelamento ou o redirecionamento de centenas de voos. Entre 6 e 12 de agosto, cerca de 630 voos foram desviados para outros aeroportos, e mais de um terço dos 1.974 voos programados em Catânia foram cancelados, conforme dados divulgados pela SAC.

A interrupção atual é considerada a mais grave a atingir o aeroporto em pelo menos duas décadas, de acordo com fontes da operadora citadas pela agência italiana Ansa. O fechamento prolongado ocorre no auge da temporada de férias de verão, o que aumenta a pressão sobre outros aeroportos da Sicília.

Passageiros foram orientados a verificar a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se dirigirem ao aeroporto.

Riscos da cinza vulcânica para a aviação

A cinza vulcânica é um dos maiores perigos para a aviação, pois pode danificar sistemas das aeronaves e causar falhas nos motores a jato. Um exemplo histórico ocorreu em 1982, quando um Boeing 747 da British Airways perdeu temporariamente a potência em todos os quatro motores após voar por uma nuvem de cinzas do Monte Galunggung, na Indonésia. A tripulação conseguiu reiniciar os motores com segurança.

Etna e o aeroporto de Catânia

O Monte Etna, o vulcão mais alto e ativo da Europa, frequentemente interrompe as operações no aeroporto de Catânia, o quinto mais movimentado da Itália em tráfego de passageiros. Em maio, a operadora SAC iniciou a venda de uma participação de pelo menos 51% do aeroporto.