A feira Alimenta 2026 começou nesta quinta-feira (5) no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, em Brasília, com mais de 160 expositores e expectativa de receber 20 mil visitantes até sábado (7), segundo a Agência Sebrae de Notícias. O evento é gratuito e promovido pelo Sebrae no Distrito Federal.
De acordo com a fonte, o evento reúne produtores rurais, agroindústrias, empresários, compradores e profissionais da gastronomia. A programação prevê mais de 100 palestrantes, experiências gastronômicas e oportunidades de negócios, além de apresentar conexões do agronegócio com setores como moda, beleza e economia criativa.
Estande do Sebrae
No estande da entidade, 32 empreendedores selecionados apresentaram produtos artesanais e de Indicação Geográfica (IG) de diferentes regiões do país. A superintendente do Sebrae no Distrito Federal, Rose Rainha, afirmou que o objetivo é fortalecer os negócios, ampliar a visibilidade e criar conexões com novos mercados.
“A gastronomia envolve muito mais do que o produto final. Existe uma cadeia de produtores, fornecedores, serviços e profissionais que movimenta a economia e gera emprego e renda”, destacou Rose Rainha.
Chef Jefferson Rueda
O primeiro dia teve como destaque a participação do chef Jefferson Rueda, do restaurante A Casa do Porco, de São Paulo. Ele apresentou a cozinha-show “Travessia dos Biomas”, com um feijão tropeiro que combinou carnes do Rio Grande do Sul e molho de pequi de Goiás, usando ingredientes de empreendimentos atendidos pelo Sebrae.
Segundo a fonte, a apresentação integrou o movimento Chefs de Origem, iniciativa do Sebrae com parceria e curadoria do Guia Michelin. Rueda afirmou que é preciso haver troca entre os elos da cadeia e defendeu uma relação mais próxima entre restaurantes e agricultores familiares.
“A gente, chef de cozinha, é o divisor de águas entre o consumidor final e o produtor. Nosso papel é fundamental para valorizar o trabalho de quem está na ponta”, disse o chef.
A Agência Sebrae informou que, em 2025, o restaurante A Casa do Porco alcançou a 25ª posição no ranking Latin America’s 50 Best Restaurants e recebeu o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, além de manter a Estrela Verde Michelin.
Produtores e Indicação Geográfica
Entre os participantes do estande, Magna Leles, de Formoso (GO), apresentou o açafrão-da-terra da região de Mara Rosa, reconhecida por Indicação Geográfica. Cooperada da Coopera Açafrão e à frente da marca Magna Cúrcuma, ela destacou a rastreabilidade do produto e o apoio do Sebrae e do programa Goiás Original.
De Santa Catarina, Orécio Rech, de Luiz Alves, levou a tradição de um alambique familiar cuja história remonta a 1925. Segundo a fonte, a região conquistou em setembro de 2024 o reconhecimento de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem para sua cachaça. Ele afirmou que a certificação ampliou a visibilidade da bebida e abriu perspectivas de exportação, embora ainda não haja negócio fechado.
Sustentabilidade e programação
A feira também apresentou exemplos de economia circular. A pernambucana Ângela Bezerra, de 72 anos, que vive em Brasília há mais de duas décadas, transforma lacres de latinhas em bolsas, roupas, acessórios e peças de decoração à frente da ASB Artes e Criações Sustentáveis.
De acordo com a programação divulgada, o evento inclui atividades de tecnologia, inovação e desenvolvimento empresarial, como reciclagem, compostagem, compensação de 110% das emissões de carbono, mentoria gratuita em marketing digital e doação de alimentos em parceria com o Banco de Alimentos.

