O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña, segundo a reportagem do G1. A decisão ocorre em meio ao escândalo envolvendo o fechamento do banco digital Ueno.

De acordo com a publicação, a crise que levou ao impeachment começou depois que o Ueno fechou as portas e deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. Peña foi acionista do grupo que controla a instituição, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades.

Perfil político

Segundo o G1, Peña é filiado ao Partido Colorado, de direita. Dentro do campo político, é descrito como um nome tecnocrático e pró-mercado, conservador nos costumes: é contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ainda conforme a reportagem, ele alinhou o Paraguai a Trump e Milei, mas sem a retórica inflamada dos dois.

Peña, de 47 anos, foi eleito presidente em abril de 2023, substituindo Mario Abdo Benítez, também do Partido Colorado. Na eleição, derrotou Efraín Alegre. Na época, acreditava-se que a popularidade do partido do vencedor estaria em baixa por causa de uma economia em desaceleração e de acusações de corrupção, informa o G1.

Trajetória

Economista com formação nos Estados Unidos, Peña tem passagem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), onde começou a trabalhar aos 30 anos, no departamento para a África. Foi ministro da Fazenda do Paraguai durante o governo de Horácio Cartes (2013 a 2018) e, no período no ministério, filiou-se ao Partido Colorado.

Em 2018, perdeu as primárias do Partido Colorado para Mario Abdo Benítez. É graduado pela Universidad Católica Nuestra Señora de Asunción e trabalhou no Banco Central do Paraguai antes e depois da passagem pelo FMI. Após o fim do governo de Cartes, foi trabalhar no banco do antigo chefe.

O texto original também registra que Peña foi pai adolescente, tendo um filho aos 17 anos, e que é casado com Leticia Ocampo, com quem teve outro filho.