O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), segundo o G1. A decisão ocorre em meio a uma crise política que, conforme a reportagem, teve origem no fechamento do banco digital Ueno, que deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro.
Mais cedo, ainda de acordo com o G1, o Congresso do país havia dado os primeiros passos para votar um impeachment contra Peña e seu vice. A oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades no caso, e Peña foi acionista do grupo que controla a instituição financeira.
Trajetória política
Segundo o G1, Peña, de 47 anos, foi eleito presidente em abril de 2023. Filiado ao Partido Colorado, de direita, ele substituiu Mario Abdo Benítez na Presidência, que também pertence à mesma legenda. A eleição de 2023 foi a segunda candidatura dele: em 2018, perdeu as primárias do partido para Abdo Benítez.
Formação e carreira
O G1 informa que Peña é economista com formação nos Estados Unidos e passagem pelo Fundo Monetário Internacional, onde começou a trabalhar aos 30 anos, no departamento do FMI para a África. Ele foi ministro da Fazenda do Paraguai durante o governo de Horácio Cartes (2013 a 2018) e, no período, filiou-se ao Partido Colorado.
Graduado pela Universidad Católica Nuestra Señora de Asunción, no Paraguai, ele trabalhou no Banco Central do país antes de fazer pós-graduação na Universidade de Columbia, nos EUA. Depois do governo de Cartes, foi trabalhar no banco do antigo chefe, de acordo com a reportagem.
Vida pessoal
Conforme o G1, Peña teve um filho aos 17 anos, quando ainda estava na escola, e é casado com Leticia Ocampo, com quem teve outro filho.

