Uma fraude contábil promovida pelo grupo que administra o banco digital Ueno desencadeou uma crise financeira no Paraguai e deixou cerca de 3 milhões de pessoas — mais da metade da população adulta do país — sem acesso ao próprio dinheiro, segundo reportagem do podcast O Assunto, do g1.
Nos últimos dias, milhares de manifestantes foram às ruas para exigir a devolução dos recursos e o impeachment do presidente Santiago Peña. De acordo com a reportagem, Peña autorizou que o Ueno administrasse milhões de dólares em recursos da Previdência e do Ministério da Saúde e foi, até março de 2025, sócio do grupo controlador do banco.
Renúncia e impeachment
Diante da pressão popular e sem apoio de sua base política, Peña renunciou na tarde desta quinta-feira (5), conforme o g1. O Congresso paraguaio, no entanto, não aprovou a renúncia do presidente e iniciou o processo de impeachment.
O episódio do podcast entrevista o cientista político Eduardo Heleno, jornalista e professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense. Ele explica quem é Santiago Peña e o que pesa contra ele em meio à crise bancária iniciada pelo banco Ueno, além de analisar as repercussões políticas e diplomáticas no Paraguai e na relação do país com o Brasil.
Impacto sobre dinheiro e serviços públicos
Segundo a reportagem, a fraude contábil atingiu diretamente o acesso da população ao próprio dinheiro, e os manifestantes pedem a devolução dos recursos. A fonte cita que recursos da Previdência e do Ministério da Saúde foram administrados pelo Ueno, mas não detalha valores totais, prazos de devolução nem o alcance dos prejuízos aos cofres públicos.
A reportagem também não informa o impacto sobre a cotação do dólar, sobre o sistema bancário paraguaio como um todo ou sobre acordos comerciais com o Brasil. O material se limita a apontar repercussões políticas e diplomáticas que serão analisadas pelo entrevistado, sem apresentar conclusões específicas.
Contexto do episódio
O programa é apresentado por Natuza Nery e produzido por Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. A reportagem descreve Peña como presidente do Paraguai desde 2023, cargo ao qual renunciou em 5 de novembro de 2026.

