O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, informou nesta quarta-feira (4) que Jacobo Bucaram Pulley, um dos filhos do ex-presidente Abdalá Bucaram, foi preso em Guayaquil sob suspeita de ligação com o narcotráfico. A operação teve colaboração da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, e alcance regional.

Segundo Reimberg, Jacobo Bucaram Pulley foi detido na cidade de Guayaquil junto com outras duas pessoas. Outros dois envolvidos foram presos no Panamá. Ao todo, cinco pessoas foram detidas, incluindo o filho do ex-presidente.

O ministro afirmou que a ação permitiu "colocar os detidos à disposição das autoridades competentes, no âmbito dos respectivos processos de extradição para os Estados Unidos". A declaração indica que os presos poderão responder a pedidos de extradição apresentados por Washington, mas não detalha quais são as acusações formais contra cada um nem o andamento desses processos.

Reação do ex-presidente

Abdalá Bucaram criticou as acusações contra o filho e atribuiu a prisão a "ódio político", em mensagem publicada no X. O ex-presidente não apresentou detalhes adicionais sobre a acusação na publicação mencionada pela reportagem.

Histórico de restrições dos EUA

Em 2022, Washington declarou o ex-presidente Abdalá Bucaram, sua mulher e três filhos do casal inelegíveis para entrar nos Estados Unidos, por "participação em atos significativos de corrupção". A informação consta da reportagem sobre a operação desta quarta-feira.

A prisão ocorre no âmbito de uma investigação que envolve cooperação entre autoridades equatorianas e a DEA, mas a fonte não informa o volume de recursos apreendidos, o nome dos demais detidos, a duração da investigação ou eventuais consequências econômicas para o Equador.