Democratas e republicanos encerram nesta segunda-feira (2) a campanha para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça, segundo o G1. O pleito renova a totalidade da Câmara dos Representantes (435 cadeiras), um terço do Senado (35 dos 100 assentos) e 36 governos estaduais.

O presidente Donald Trump anunciou um discurso para as 14h (16h de Brasília) no espelho d'água da capital, diante do Memorial Lincoln, conforme a reportagem. O local, segundo o G1, foi alvo de obras ordenadas pelo presidente.

Projeções e cenário no Congresso

Na última projeção antes da votação, a empresa Decision Desk HQ estimava, de acordo com o G1, maioria democrata de 52 a 48 no Senado e vantagem de 241 a 194 na Câmara. Para retomar o Senado, os democratas precisam virar quatro cadeiras, segundo a reportagem.

O G1 relata que, em caso de vitória nas duas Casas, a oposição pretende abrir investigações contra Trump, seu governo e sua família, além de tentar bloquear nomeações e o financiamento da guerra no Irã. A ala socialista do partido quer discutir o futuro da polícia migratória (ICE). Os republicanos, por sua vez, esperam manter ao menos uma das Casas para obrigar os democratas a negociar verbas orçamentárias.

Votação antecipada e indecisos

A votação antecipada bateu recorde: 53 milhões de pessoas já votaram em todo o país, informa o G1. A reportagem também aponta que 10% do eleitorado não se comprometeu com nenhum partido nem expressou opinião, a maior proporção de indecisos em quase uma década.

Segundo o G1, as pesquisas indicam vantagem apertada dos democratas em cinco estados, alguns tradicionalmente conservadores, como Texas, Carolina do Norte e Kansas. A reportagem afirma que sete em cada 10 americanos avaliam mal Trump, sua capacidade de controlar a inflação e a guerra contra o Irã.

Gastos e doadores

As midterms registraram gastos de quase US$ 11 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões) em publicidade, grande parte de doadores individuais, de acordo com o G1. O bilionário Elon Musk, aliado de Trump, contribuiu com quase US$ 500 milhões em campanhas de candidatos republicanos. Do lado democrata, o G1 cita o também bilionário George Soros como grande doador, que apoia candidatos de esquerda para cargos como promotor, governador ou prefeito.

A reportagem menciona ainda que, no Alasca, uma crise envolvendo dois candidatos rivais com o mesmo nome levou o governo Trump a tentar impugnar o resultado, e o governo estadual anunciou investigação interna.