No dia das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o G1 publicou uma análise com três cenários possíveis para o resultado da disputa pelo Congresso, após meses de campanha e gastos bilionários. Segundo a reportagem, as últimas pesquisas indicam vantagem democrata, mas o texto ressalva que as pesquisas nem sempre são confiáveis e que este ano pode trazer surpresas.
Onda democrata
No primeiro cenário descrito, os democratas não apenas assumiriam o controle da Câmara dos Representantes, mas superariam com folga as 218 cadeiras necessárias para a maioria. A reportagem cita que eles poderiam conquistar as cerca de 12 vagas consideradas indefinidas por analistas e inverter cadeiras tidas como sólidas dos conservadores.
No Senado, essa hipótese exigiria vitórias em todas ou na maioria das cadeiras indefinidas, incluindo Estados tradicionalmente conservadores. O texto menciona como exemplos de surpresa uma vitória no Texas, que não elege um democrata há uma geração, ou no Kansas, há quase um século. O resultado daria aos democratas uma ou duas cadeiras de vantagem e, segundo a reportagem, poderia evitar dificuldades como um possível questionamento legal dos republicanos no Alasca.
O G1 atribui esse cenário a fatores como impopularidade do presidente, uma guerra contra o Irã que aumentou o custo de vida e políticas polêmicas de combate à imigração e de apoio à construção de data centers. A análise afirma que o resultado representaria um castigo para Trump e o Partido Republicano, abrindo dois anos de conflito entre um Legislativo controlado pelos democratas e o presidente.
Avanço modesto
No segundo cenário, os democratas conquistariam a maioria na Câmara, mas sem margem expressiva, o que exigiria negociação constante com membros mais à esquerda e do centro para aprovar leis. No Senado, reverteriam apenas uma ou duas cadeiras, e as disputas em bastiões conservadores ficariam inatingíveis.
A reportagem cita como possibilidades nesse cenário a não conquista da vaga da senadora republicana Susan Collins, no Maine, e a eventual derrota do candidato de esquerda Abdul El-Sayed em Michigan. Também menciona que a controvérsia em torno dos dois candidatos de mesmo nome no Alasca, Dan Sullivan, poderia afetar a democrata Mary Peltola.
Para esse resultado, o texto afirma que o comparecimento democrata observado na votação antecipada precisaria ser igualado por uma onda republicana no dia da eleição. O cenário levaria a um Congresso dividido, que a reportagem descreve como receita para impasse político.
Boa noite para os republicanos
No terceiro cenário, os republicanos manteriam o controle das duas casas do Congresso. Para isso, segundo o G1, as pesquisas precisariam estar erradas e as disputas indefinidas seriam majoritariamente definidas em favor dos republicanos, com comparecimento inesperadamente alto de eleitores republicanos e apoio de hispânicos e independentes.
O texto aponta que o controle da Câmara poderia ser definido pela Califórnia, por causa da contagem prolongada de votos pelo correio, e que os republicanos poderiam obter maioria apertada graças, em parte, a esforços para traçar linhas distritais mais favoráveis no Texas, na Flórida e na Carolina do Norte.
Nessa hipótese, Trump poderia reivindicar um mandato eleitoral renovado na manhã seguinte e levar adiante sua agenda doméstica e externa com apoio de um Congresso republicano.
Sinais durante a apuração
A reportagem lista indicadores a observar. No cenário de onda democrata, cita a manutenção de cadeiras na Flórida e conquistas em distritos republicanos na Carolina do Norte, Michigan, Nova York, Virgínia e Kentucky, além de uma vitória no Senado na Carolina do Sul. No cenário de avanço modesto, menciona uma Flórida confortavelmente republicana e ganhos democratas na Virgínia e na Pensilvânia sem derrota em massa de republicanos. No cenário favorável aos republicanos, aponta a reeleição dos senadores Ashley Moody, da Flórida, e Jon Husted, de Ohio, e a manutenção de deputados na Pensilvânia e na Virgínia.

