O Governo Federal promove, com apoio da ONU Mulheres, a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres, entre 20 de novembro e 10 de dezembro. O foco é o enfrentamento da violência digital contra mulheres, além da prevenção de todas as formas de violência de gênero e racismo.
Os detalhes foram apresentados pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante o programa Bom Dia, Ministra desta quinta-feira (5/11), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo a ministra, a campanha busca afirmar o direito das mulheres ao acesso a mídias, sistemas e tecnologia. Ela defendeu que a inteligência artificial sirva para aprimorar e facilitar a vida das mulheres, e não para comprometê-las.
Márcia Lopes afirmou que os 21 dias de ativismo serão intensificados para tratar do tema. Ela mencionou o dilema de pais que entregam celulares a crianças de 5, 6 ou 7 anos e classificou a situação como um risco. Para a ministra, esse conteúdo precisa estar permanentemente nas escolas, nas mídias e em todos os espaços.
Cartilha de Supervisão Parental
A campanha marca o lançamento da Cartilha de Supervisão Parental, um guia para ajudar famílias e responsáveis a proteger meninas nos ambientes digitais. Com orientações sobre controle técnico parental e diálogo, a proposta é mostrar que proteger não significa vigiar ou limitar a liberdade das meninas, mas garantir que elas possam estar na internet com segurança e autonomia.
Dia M e Tenda Lilás
A ministra citou o Dia M como um dia de mobilização que envolverá todos os estados e municípios, nos moldes de uma capacitação realizada com todas as polícias no mês anterior, que, segundo ela, foi uma formação simultânea em todo o país.
Ela também anunciou o lançamento do livro Quando o Estado Escuta, resultado do trabalho da assessoria de participação do ministério a partir da Tenda Lilás. De acordo com Márcia Lopes, a Tenda Lilás chega a municípios, estados e capitais, e durante três dias uma equipe do ministério dialoga com a comunidade. A ministra afirmou que o livro vai mostrar essa experiência.
Segundo ela, também estão previstas outras atividades de formação e capacitação. Márcia Lopes declarou que não é simples enfrentar a violência e o racismo, que descreveu como aspectos estruturais da sociedade, mas que o ministério tem ampliado o enfrentamento com diálogo e mobilização das mulheres.

