O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu nesta terça-feira (3), em pronunciamento no Plenário, o diálogo entre correntes políticas distintas e a análise das propostas pelo interesse público. Segundo a Agência Senado, o parlamentar afirmou que o resultado das eleições de outubro deve ser respeitado e que divergências partidárias não podem bloquear medidas que beneficiem a população.
Paim observou que, embora a oposição tenha obtido votação expressiva para o Senado e a Câmara dos Deputados, esse resultado não lhe confere maioria para aprovar ou rejeitar todas as matérias. Na avaliação do senador, a governabilidade depende da capacidade de construir acordos, sem abrir mão da fiscalização e das críticas ao governo.
— A política não se faz com ódio nem com radicalismo, sectarismo. A política se faz com diálogo, respeito e capacidade de ouvir, inclusive quem pensa diferente — afirmou.
Ao recordar seus 40 anos de vida pública, Paim, que está se despedindo do Congresso, disse que a atuação política deve ser orientada pelo bem comum, e não por disputas entre partidos. Entre as propostas que considera prioritárias, mencionou a tarifa zero no transporte coletivo e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), que estava na pauta do Plenário naquele dia.
— O que importa não é a vitória de um partido ou de um grupo político: o que importa é a vitória do povo brasileiro — concluiu.
A fala ocorre em um Congresso com composição renovada após as eleições de outubro, cenário em que a articulação entre governo e oposição tende a determinar o ritmo de votação de matérias. A Agência Senado não detalhou, no texto, quais acordos ou pautas específicas estão em negociação além da PEC da Segurança Pública.

