As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro, segundo informa a Agência Gov. A nota do exame não serve apenas para ingresso em universidades: por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), os participantes também podem concorrer a vagas de graduação nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Os institutos federais integram a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e estão presentes em todas as unidades da Federação. De acordo com a fonte, a rede oferece cursos técnicos e de qualificação profissional, além de graduações em bacharelado, licenciatura e cursos superiores de tecnologia, e programas de pós-graduação.

Exemplos de cursos citados pela fonte

A Agência Gov lista algumas formações oferecidas por institutos federais. O Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) tem cursos como tecnologia em agrocomputação e tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas. O Instituto Federal Goiano (IF Goiano) oferece engenharia de aquicultura e engenharia de automação industrial. O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) tem bacharelados em enfermagem, nutrição e medicina veterinária, além de engenharia de software e sistemas de informação.

Na área de educação, o Instituto Federal de Brasília (IFB) oferece licenciatura em dança, e o Instituto Federal do Amapá (Ifap) tem licenciatura em computação. Segundo a fonte, a definição dos cursos considera as características de cada região, as demandas sociais e econômicas locais e as necessidades do mundo do trabalho.

Sisu não é a única porta de entrada

A Agência Gov ressalta que o Sisu é uma das formas de ingresso, mas não a única. Cada instituição tem autonomia para organizar seus processos seletivos e definir as formas de ingresso. Entre as possibilidades estão processos seletivos próprios, que podem envolver provas, análise do histórico escolar ou outras formas de avaliação; editais de transferência; e processos de reingresso ou ingresso para pessoas que já possuem diploma de ensino superior.

Por isso, quem deseja estudar em um instituto federal deve acompanhar os canais oficiais da instituição de interesse e consultar os editais, já que regras, cursos disponíveis, campi, turnos e critérios de classificação podem variar.

Como funciona o Sisu

O Sisu é o sistema informatizado do MEC usado para o ingresso de estudantes em instituições públicas de educação superior participantes do processo seletivo. A classificação dos candidatos é feita com base nas notas do Enem, observadas as opções de curso registradas na inscrição, a modalidade de concorrência escolhida e o número de vagas disponíveis em cada curso.

Desde 2013, o sistema aplica as regras da Lei de Cotas (Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012), que reserva vagas para estudantes que atendam aos critérios definidos na legislação. Desde 2024, o sistema observa as alterações promovidas pela Lei nº 14.945, de 31 de julho de 2024.

O Enem foi instituído em 1998 para avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Em 2009, passou a ser utilizado também como forma de acesso à educação superior. Em 2026, além de continuar como uma das principais portas de acesso ao ensino superior e instrumento de certificação, o exame passou a integrar o Saeb, segundo a fonte.

As notas do Enem podem ser usadas para acesso ao Sisu e ao Programa Universidade para Todos (ProUni), além de processos relacionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras vigentes.

A Agência Gov relata o caso de Daniel Rodrigues, estudante de licenciatura em espanhol do IFB que ingressou pelo Sisu. Ele afirma que é uma honra fazer parte do IFB e que é possível chegar ao ensino superior independentemente da origem.