O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (6) em alta, segundo o G1, em um dia marcado pela divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, e pela continuidade da avaliação do mercado sobre o setor de tecnologia americano. As negociações do Ibovespa começam às 10h.

Tecnologia nos EUA

Segundo a reportagem, o mercado avalia os efeitos que a maioria democrata no Congresso americano, formada após as eleições de meio de mandato, pode ter na regulação do setor de tecnologia. Na véspera, as ações do setor registraram forte queda, pressionando os principais índices de Wall Street.

O Nasdaq Composite caiu 5,52%, para 24.315 pontos, na maior queda em um único dia desde abril de 2025, conforme o G1. O S&P 500 recuou 4,36%, para 7.353,73 pontos, e o Dow Jones caiu 3,44%, para 51.523,06 pontos. A onda de vendas eliminou cerca de US$ 3 trilhões (R$ 16,4 trilhões) em valor de mercado das empresas do S&P 500, e as chamadas "Sete Magníficas" perderam aproximadamente US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões), montante superior ao PIB da Suécia, de acordo com a fonte.

O Nasdaq também entrou em território de correção, encerrando o pregão quase 12% abaixo do recorde de 6 de outubro, ainda segundo o G1. O movimento se espalhou pela Ásia nesta sexta-feira: o SSEC, de Xangai, caiu 1,10%; o CSI300 recuou 1,44%; o Kospi, da Coreia do Sul, fechou em queda de 6,02% após acionar o circuit breaker; o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,27%; e o Nikkei, do Japão, recuou 5,96%.

Quadro fiscal brasileiro

No Brasil, o quadro fiscal continua no radar, conforme investidores e empresários aumentam a pressão por novos reajustes por parte do governo e seguem na expectativa pela política econômica do governo Lula, informa o G1. Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há "fórmula mágica" para a economia brasileira e que o governo vai "manter compromissos fiscais" e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social. A fala ocorreu após reunião com o presidente Lula, ministros, ex-ministros e economistas.

Agenda do dia

Além do payroll, os investidores acompanham a divulgação do número revisado do PIB de 2024 pelo IBGE, segundo a reportagem. Também ficaram no foco a reforma tributária e o fim da escala 6x1: nesta semana, o governo sinalizou a intenção de regulamentar o fim da escala e indicou a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Na véspera, o governo publicou a Medida Provisória que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado", para 2027.