Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quinta-feira (5) indica que 25% dos empreendimentos previstos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para o período de 2023 a 2030 estavam concluídos até abril de 2026. O percentual corresponde a 9.742 dos aproximadamente 38,6 mil projetos que integram o programa lançado em agosto de 2023.

Segundo a fonte, o Novo PAC reúne investimentos em áreas como transportes, energia, saneamento, saúde, educação e conectividade, com previsão de R$ 1,8 trilhão em investimentos — R$ 1,3 trilhão até 2026 e outros R$ 500 bilhões após esse período.

A reportagem ressalva que, como o programa tem empreendimentos com execução prevista até 2030, os percentuais não significam necessariamente que os projetos ainda não concluídos estejam atrasados ou paralisados na data do levantamento, já que parte deles poderia estar em andamento dentro dos prazos estabelecidos.

O SBT News informou ter procurado a Casa Civil para obter dados atualizados sobre a execução do Novo PAC, incluindo o número de empreendimentos concluídos, em andamento e paralisados, além do volume de recursos efetivamente investidos, e que o espaço permanecia aberto para manifestação.

Déficit de investimentos

De acordo com a CNI, o Brasil destina entre 1,9% e 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano em infraestrutura. Estimativas da consultoria Inter.B citadas no estudo apontam que seria necessário investir aproximadamente 4,7% do PIB anualmente, durante duas décadas, para modernizar a infraestrutura brasileira.

O estudo estima ainda que o desgaste da infraestrutura equivale a 1,4% do PIB ao ano, consumindo boa parte dos investimentos que poderiam ser usados para ampliar e modernizar o setor.

O especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, destacou que as restrições do orçamento público aumentam a importância da participação privada, mas ressaltou que os recursos das duas fontes são necessários para o desenvolvimento do setor.