O grupo Vivara (VIVA3) registrou lucro líquido de R$ 114,8 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 38,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado na véspera. As ações da companhia recuaram no pregão desta sexta-feira, chegando a se desvalorizar 8,25%, a R$ 16,68, por volta das 10h30, quando o papel era o de pior desempenho no Ibovespa, segundo o Money Times. A queda perdeu intensidade ao longo do dia: por volta das 13h, a ação caía 2,55%, a R$ 17,61.

Resultado operacional

O Ebitda ajustado da rede de joalherias foi de R$ 132,7 milhões, recuo de 22,4% na comparação anual, após excluir os créditos do ano passado. A receita operacional líquida somou R$ 692,9 milhões, alta de 4,3%. As vendas nas mesmas lojas cresceram 4,4%, desacelerando ante o ritmo de 10,7% registrado um ano antes.

A margem bruta reportada foi de 65,0%, ante 71,3% no terceiro trimestre do ano anterior. De acordo com a reportagem, o resultado reflete os lançamentos do período e uma base de comparação mais alta.

Leitura dos analistas

Analistas da XP avaliaram o desempenho como fraco, com o Ebitda impactado pelo repasse moderado dos preços em meio à queda nos preços do ouro, o que pesou sobre a receita do segmento de joias. Segundo Pedro Caravina e equipe, a empresa considera a pressão sobre as margens temporária, mas a dinâmica de preços e margens no quarto trimestre será o ponto-chave a ser monitorado. Os analistas observaram que a administração afirmou ter implementado aumentos de preços nos últimos meses e que pratica uma política de preços dinâmica.

Já os analistas do Itaú BBA destacaram como ponto negativo a desaceleração das vendas nas mesmas lojas, indicando que a empresa perdeu parte de sua competitividade durante o terceiro trimestre. Para o futuro, os analistas disseram estar preocupados com o desempenho da Life e da Vivara em um cenário de consumo potencialmente mais conservador em 2027, e questionaram se a desvalorização do real poderia tornar a Vivara um pouco mais competitiva.

Contexto do pregão

Segundo a reportagem, a queda inicial levou os papéis aos níveis observados em março de 2025. O movimento ocorreu no mesmo dia em que o Ibovespa operava próximo da estabilidade, com pressão do cenário fiscal, conforme o Money Times.